Netflix prepara documentário com depoimentos inéditos de Suzane von Richthofen sobre o crime que chocou o Brasil
Foto: Montagem: Reprodução
A Netflix confirmou a produção de um novo documentário centrado em Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002. A obra, que tem o título provisório de "Suzane vai falar", ainda está em fase de produção e não possui data de estreia definida.
O projeto ganhou repercussão após imagens de uma pré-estreia restrita vazarem nas redes sociais durante o último feriado. Segundo o jornal O Globo, o documentário tem cerca de duas horas de duração e apresenta depoimentos inéditos da própria Suzane, além de registros de sua tentativa de reintegração à sociedade.
Versão própria e revisitação do passado
Diferente de produções anteriores, como a trilogia A Menina que Matou os Pais, o novo documentário aposta na narrativa da própria Suzane sobre os acontecimentos.
Em uma das cenas, ela revisita a mansão da família em São Paulo, onde o crime ocorreu, e descreve o ambiente em que cresceu como marcado por cobranças e ausência de afeto.
"Era zero afeto", afirma em um dos trechos exibidos na prévia.
A proposta da produção é justamente explorar a percepção dela sobre o crime e os impactos na sua vida, além de trazer elementos da sua rotina atual.
Vida atual e tentativa de reintegração
O documentário também mostra aspectos da vida pessoal de Suzane após a progressão para o regime aberto, conquistada em janeiro de 2023.
Ela aparece ao lado do marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e relata como o relacionamento começou, a partir de um contato no Instagram para a compra de sandálias personalizadas feitas por ela.
Cenas familiares também fazem parte da narrativa, incluindo momentos com as filhas do marido e com o filho pequeno do casal, evidenciando sua tentativa de reconstrução de vida fora do sistema prisional.
Até o momento, não há confirmação se todas essas imagens serão mantidas na versão final do documentário.
Pena e histórico do caso
Suzane foi condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em um dos crimes mais emblemáticos do país.
Ela cumpriu parte da pena na Penitenciária de Tremembé, conhecida por abrigar detentos de casos de grande repercussão, antes de progredir para o regime aberto.
O caso já foi retratado em diversas produções audiovisuais, incluindo obras do Prime Video e a série Tremembé, que explora o cotidiano da unidade prisional.
Texto: Gira Bahia