Acusados de ataque a ônibus do Bahia vão a júri popular

Quatro torcedores da Bamor irão a júri popular por tentativa de homicídio no ataque de 2022. O TJBA aponta uso de explosivo que feriu dois jogadores do Bahia.

Acusados de ataque a ônibus do Bahia vão a júri popular

No dia em que o ataque ao ônibus do Bahia completou quatro anos e sete meses, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) informou que vai submeter a julgamento popular quatro integrantes da torcida organizada Bamor acusados de cometer o crime que deixou dois jogadores feridos. Todos os réus respondem em liberdade.

Arquivo pessoal

Os quatro suspeitos serão julgados por tentativa de homicídio qualificado, com emprego de meio de que possa resultar perigo comum – neste caso, artefato explosivo. A decisão cabe recurso, e a data do júri só pode ser agendada após o esgotamento da possibilidade de recurso.

Em nota (confira o conteúdo completo abaixo), a defesa da torcida organizada Bamor informou que repudia a violência no futebol e alega que não há provas para confirmar o crime.

- A defesa se solidariza com os atletas atingidos e repudia toda forma de violência no futebol. Mas a gravidade do episódio não autoriza que se atribua a alguém um crime que a prova não demonstrou - disse a Bamor.

O ataque

Em fevereiro de 2022, o ônibus com a delegação do Bahia foi atingido por rojões e artefatos explosivos na chegada à Arena Fonte Nova, em noite que enfrentaria o Sampaio Corrêa, pela Copa do Nordeste. Àquela altura, a frustração com o time era alta pelo rebaixamento para a Série B em 2021, além dos desempenhos ruins nos primeiros jogos de 2022.

Ficaram feridos o goleiro Danilo Fernandes e o lateral-esquerdo Matheus Bahia. O primeiro foi a maior vítima do atentado ao sofrer múltiplos ferimentos, chegou a ser hospitalizado, recebeu 20 pontos e quase perdeu a visão. Por meses, Danilo teve de retirar estilhaços do corpo (assista abaixo em vídeo divulgado pelo clube).

Texto: Redação do ge, ge